Fonte: DCI
Paula Cristina - São Paulo
A região paulista do ABCD está retomando sua importância na economia estadual depois da desindustrialização. A construção do trecho sul do Rodoanel trouxe uma explosão de demanda por terrenos e galpões na região e aumento de trabalho no setor imobiliário.
Com isso, empresários do ramo de imóveis residenciais, como a MBigucci, voltaram-se para construção de lucrativos condomínios comerciais: ela está construindo 26 galpões com um investimento de R$ 63 milhões. O novo condomínio ficará entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, em Diadema, e tem previsão de entrega em junho de 2012. E já há um segundo empreendimento do grupo a caminho: em Santo André, com cerca de 80 galpões.
Outra que aproveitou a oportunidade para abrir escritório imobiliário na região foi a Fernandez Mera, que projeta uma fatia de 10% dos negócios só no ABC, o que deve atingir R$ 220 milhões em valor geral de vendas (VGV). A consultoria imobiliária Herzog estima que áreas para uso industrial, cujo custo era de R$ 100 a R$ 250 o metro quadrado há dois anos, agora só são encontradas por R$ 200 a R$ 500 na região.
Um estudo da CB Richard Ellis, com dados deste ano, mostra que o ABC não tem taxa de vacância no setor de galpões industriais. Em lugares como Barueri e Alphaville, que são tradicionalmente conhecidos por ofertar galpões, a taxa de vacância é de 5% a 10%, e no ABC, hoje, este número é zero.
"Nos últimos anos as indústrias tinham perdido interesse em implantar melhorias em logística", explica o professor de Economia em Negócios Imobiliários da Universidade Metodista, Rubens Floriano.
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