I. A CIDADE DE SÃO PAULO
A cidade de São Paulo composta por 11 milhões de habitantes, capital do Estado de São Paulo que alcançou em julho de 2005 a marca de 40 milhões de habitantes, caracterizada pela sua diversidade cultural denominada como “cidade de mil povos”, também é marcada pela sua formação desigual que possibilita o acesso sofisticado e uma periferia desprovida de condições mínimas de habitabilidade, exclusão socioespacial, onde se perpetua a miséria.
Hoje a cidade está divida em 31 Subprefeituras, visando descentralização política e garantia de investimentos, ações específicas e uma interação com as políticas setoriais (Educação, Saúde, Transporte, Cultura, Habitação, Segurança Alimentar, Assistência Social, Infra-estrutura, Manutenção, Fiscalização, uso e ocupação do solo, Administração e Finanças).
II. A ZONA LESTE DE SÃO PAULO
A Zona Leste é composta por cerca de 3,8 milhões de pessoas. Isso representa 34,8% da população do município de São Paulo e o seu IDH – Índice de Desenvolvimento Humano está na média de 0,478. A População Economicamente Ativa – PEA que vive na região é de 1.707.458,8 trabalhadores o que corresponde a 31% do PEA do município de São Paulo.
Dentre uma série de situações caóticas e contraditórias que se sobrepõem tanto no centro quanto nos bairros periféricos, a cidade é marcada pela precariedade habitacional (favelas, vielas com amontoados de casas, que em grande parte são construídas em loteamentos populares ou irregulares quase sempre clandestinos, consideradas áreas de riscos e bairros dormitórios).
Segundo cálculos realizados pela SEADE no ano de 2.000, a Zona Leste apresenta altos índices de desemprego, maiores que outros locais da cidade de São Paulo, estimados em 358.282 pessoas.
III. OS BAIRROS DE ITAQUERA E GUAIANASES
3.1 -ITAQUERA
Diferente do que muita gente ainda imagina Itaquera, situada no extremo leste da cidade de São Paulo, com área de 54,3 km² e a 20 quilômetros do marco zero, tem uma história existencial muito bonita, repleta de lutas sociais e de um bairrismo silencioso e romântico que por anos a fio não atravessava os portões desse lugar, permanecendo apenas no coração de seus moradores mais antigos.
Possui uma grande, problemática e populosa periferia metropolitana; rica em potencial de votos, mas pobre demais para sediar seu próprio desenvolvimento econômico e social. Como a maioria dos municípios brasileiros, esse bairro também teve sua origem indígena. A palavra Itaquera provém do guarani, linguagem utilizada pelos índios, e quer dizer “Pedra Dura” (Ita-Aker).
Itaquera tem uma alta densidade demográfica, 489.502 habitantes, a quarta subprefeitura mais populosa da Cidade de São Paulo, sendo 49,8% com faixa etária até 24 anos. Possui quatro distritos: José Bonifácio, Cidade Líder, Parque do Carmo e Itaquera. O complexo habitacional denominado Cohab I, existente a mais de 25 anos e outro complexo em Guaianases transformou esta faixa da Zona Leste, na maior taxa de crescimento populacional, segundo dados do último censo.
Essa característica desencadeou o deslocamento significativo de pessoas para o centro da cidade ou adjacências, facilitado pelo transporte metroviário e estações de trem construídas sendo uma delas a Estação Dom Bosco, nome dado ao reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Obra Social Dom Bosco e em homenagem ao educador Dom Bosco. Atualmente, Itaquera continua sendo considerada um bairro dormitório, uma vez que a maioria dos moradores estuda, trabalha e se diverte fora do mesmo.
Nos últimos anos, Itaquera vem sofrendo uma série de mudanças espaciais. O bairro era recortado em quatro áreas. O Rio Jacu, por criar vários problemas de enchentes foi canalizado, em suas margens foi construída a principal avenida do bairro a Jacu-Pessêgo dividindo o bairro em duas áreas e as outras duas eram separadas pela Estação ferroviária, que foi desativada e seu percurso desviado para fora do centro e no local, foi construída a extensão da Radial Leste até Guaianases.
Economicamente, Itaquera possui um comércio regular. A indústria, em lento crescimento, situa-se principalmente na área da Colônia Japonesa. O bairro conta com várias agências bancárias, hipermercados e universidade particular.
Conforme dados do Mapa de Exclusão/Inclusão Social quanto aos Índices Territoriais que hierarquizam regiões de uma cidade quanto ao grau de exclusão e inclusão social – IEX – Índice de Exclusão/Inclusão Social 2000; dos 96 distritos a Cidade Tiradentes está em 4º lugar com (- negativo) -0,90; 6º Jardim Helena, -0,84; 10º Itaim Paulista, -0,81; Guaianases, -0,76; José Bonifácio, -0,60; Itaquera, -0,55 e Parque do Carmo –0,46.
O Hospital Santa Marcelina é uma referência para a população, embora existam outros hospitais e Unidades Básicas de Saúde. Recentemente, foi implantado a UVIS – Unidade de Vigilância à Saúde e intensificada a campanha de combate ao mosquito da dengue, porém, esses equipamentos e programas são insuficientes e não atendem a demanda. Profissionais especializados são em número reduzido (psicólogos, psiquiatras, neurologistas, endocrinologistas, cardiologistas e outras áreas afins) e faltam equipamentos mais modernos. A mortalidade infantil é de 14,52 a cada mil nascidos vivos; a materna é de 44,72 a cada cem mil nascidos vivos. As principais causas da morte da população itaquerense são: doenças do coração, doenças cerebrovasculares, homícidos, pneumonias, doenças respiratórias.
Apesar da existência do SESC-Itaquera, do Parque do Carmo, bibliotecas, clubes municipais e centros culturais; em virtude da grande densidade demográfica, há falta de espaços públicos municipais para lazer e cultura, como: parques, praças, quadras esportivas, playgrounds, casas de cultura, teatro, cinema e outros.
A rede de ensino municipal e estadual é deficiente para atender a demanda, além de apresentar baixo padrão de ensino e problemas graves, hoje tão debatidos na área da educação: despreparo do professor para enfrentar as novas situações sociais que se refletem nos alunos dentro da sala de aula (falta de interesse, agressividade, drogadição), tráfico de drogas na porta da escola e adolescentes grávidas, entre outros. Além disso, questões inerentes ao professor, tais como: má remuneração, carga horária intensa, más condições físicas da escola, falta de funcionários e despreparo dos já existentes para lidar com o aluno.
O bairro é marcado pela baixa oferta de emprego; elevado índice de jovens inseridos em medidas sócio-educativas (liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade); insuficiência de serviços, infra-estrutura e equipamentos fora da área de residência; 48 favelas e cinco áreas de risco. Dos chefes de família, 12,19% não possuem rendimento e 54,54% têm renda até cinco salários mínimos.
Tem-se projetado o Plano de Desenvolvimento da Zona Leste, cujo grande centro é o bairro de Itaquera. Esse Plano prevê a criação de interligação viária que propiciará grande acesso da região com municípios de grande importância como Guarulhos, que sedia o aeroporto internacional, e Santos, cidade portuária.
Também é prevista a criação do Pólo Industrial que em muito contribuirá com o desenvolvimento local e com a melhoria das condições de vida da população regional.
3.2. GUAIANASES
Bairro originado de aldeamento indígena, de onde provém seu nome. Por volta de 1820, os índios já estavam extintos e a terra encontrava-se em mãos de particulares. No Vale do Ribeirão Lajeado, em terras pertencentes à família Bueno, foi edificada uma pousada e uma pequena capela para acolher os viajantes que cruzavam a região. Atualmente o Cemitério Lajeado localiza-se nas referidas terras.
O crescimento de Lajeado foi lento e embasou-se na presença de imigrantes e de migrantes. A partir da segunda década do século XX, a região começou a receber um grande número de migrantes nordestinos, que representariam parte significativa da população local. Mão-de-obra não especializada, os moradores passaram a desempenhar as diversas tarefas requisitadas pela cidade que crescia em ritmo frenético.
A baixa remuneração fez brotar um bairro embasado na autoconstrução, com residências muitas vezes erguidas em área de risco.
O bairro recebeu o nome oficial de Guaianases em 24 de dezembro de 1948. Em 1950, a população de Guaianases ultrapassava 10.000 habitantes, configurando-se naquela ocasião como bairro-dormitório. Nessa época, a ligação com o centro da cidade dava-se através de uma Maria Fumaça, que perderia seu lugar para os trens elétricos a partir de 1958. O crescimento desordenado do bairro, alavancado sobretudo, a partir de 1940, com a intensificação das migrações, permitiu a ocupação de áreas de manancial e de regiões sujeitas a enchentes e de alto risco para o estabelecimento de moradias.
O déficit de moradias é um problema que reclama solução urgente, a fim de evitar a continuidade de áreas perigosas e insalubres. Guaianases possui vários conjuntos habitacionais que foram construídos sem a projeção de áreas de lazer e de serviços públicos.
Conforme dados do Mapa de Exclusão/Inclusão Social quanto aos Índices Territoriais que hierarquizam regiões de uma cidade quanto ao grau de exclusão e inclusão social – IEX – Índice de Exclusão/Inclusão Social 2000; dos 96 distritos a Cidade Tiradentes está em 4º lugar com (- negativo) -0,90; 6º Jardim Helena, -0,84; 10º Itaim Paulista, -0,81; Guaianases, -0,76; José Bonifácio, -0,60; Itaquera, -0,55 e Parque do Carmo –0,46.
Guaianases, com área de 17,8 km², tem 256.319 habitantes e é dividido em dois distritos: Lageado e Guaianases. O distrito de Lageado é considerado como uma das regiões com maior índice de vulnerabilidade da Cidade de São Paulo. A taxa de mortalidade infantil é de 16,09 por mil nascidos vivos e a de mortalidade materna, é de 69,26 por cem mil nascidos vivos. Possui 41 favelas e cinco áreas de risco; 15,58% dos chefes de família sem ocupação, sendo que 66,19% têm rendimento até cinco salários mínimos. As principais causas de morte da população são: homicídios, doenças do coração, doenças cerebrovasculares, pneumonias, doenças hipertensivas.
IV. JUSTIFICATIVA
Diante da realidade anteriormente descrita, a Obra Social Dom Bosco propõe a realização de uma Feira Tecnológica na Zona Leste que é um fato inédito e de grande relevância para a Zona Leste, visto existir um Plano de Desenvolvimento Regional, cujo grande centro é o bairro de Itaquera.
A Feira pretende valorizar o trabalho desenvolvido pelos educandos do Centro Profissionalizante da Obra Social Dom Bosco, da Rede Salesiana de Ação Social, das instituições educacionais e das indústrias da região, proporcionando à comunidade novas perspectivas para o desenvolvimento humano, profissional e econômico visando: a melhoria da qualidade de vida e o pleno exercício da cidadania.
A organização do evento se dará em parceria com Senai, Senac, Sesc, Sebrae, Subprefeitura de Itaquera (Coordenadoria de Educação e de Ação Social), Poupatempo Itaquera e empresa Leonardi; tendo o patrocínio inicial do Centro de Voluntariado de São Paulo, Editora Salesiana, Unicastelo, Centro Comercial Leste Aricanduva, Agência Famiglia, AIRI, Faculdade Guaianás, Grampofix, Leonardi, Voltcom Minipa e Festo; além de contar com o apoio da USP Leste, Romi, Mitutoyo, Secretarias Municipais e Estaduais de Educação e Assistência e Desenvolvimento Social.
I. OBJETIVOS DA FEIRA TECNOLÓGICA
Proporcionar à população da Zona Leste o acesso às novidades tecnológicas, bem como a troca de conhecimentos entre os estudantes e profissionais das diversas áreas.
Difundir os produtos e serviços oferecidos pelas indústrias e comércios da Zona Leste.
Propiciar a criação de novos postos de trabalho, utilizando a mão de obra disponível na região.
Favorecer e estimular uma Rodada de Negócios entre as organizações participantes e informar/divulgar caminhos alternativos na produção tecnológica.
Realizar uma ampla divulgação das diferentes profissões existentes e das tendências futuras do mercado de trabalho.
II. Público Alvo
Trabalhadores do Terceiro Setor, Empresários, Empreendedores, Professores e Estudantes de diversas áreas.
Expositores já confirmados
AIRI
EVY & LYNE
FACULDADE GUAIANÁS
FESTO
GRAMPOFIX
LEONARDI PRÉ-FABRICADOS
MERCADÓTICA / VARILUX
MITUTOYO
POUPATEMPO ITAQUERA
RESAS – Rede Salesiana de Ação Social
ROMI
SEBRAE
SENAC
SENAI
SESC
UNICASTELO
USP
VOLTCOM / MINIPA
Apoios já confirmados
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Secretaria Municipal das Subprefeituras
Subprefeitura de Itaquera
Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social
Coordenadoria de Ação Social de Itaquera
SAS Itaquera
Secretaria Municipal de Educação
Coordenadoria de Educação de Itaquera
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Polícia Militar secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social
DRADS Capital
Secretaria Estadual de Educação
Diretorias de Ensino da Zona Leste
PROGRAMAÇÃO
13 DE JUNHO – ABERTURA
13h00 – Recepção dos convidados pela Fanfarra Dom Bosco
13h30 – Acolhida e apresentação dos Objetivos da Feira Tecnológica
13h45 – Fala das principais autoridades presentes
14h15 – Inauguração e Visita à Feira até às 17h00
14 a 16 DE JUNHO
09h00 às 17h00 – atendimento ao público
PRESENÇAS
CONVIDADOS PREVISTOS:
P. Marco Biaggi – Inspetor Salesiano
P. Gutenberg dos Reis – Diretor Presidente da Obra Social Dom Bosco
P. Rosalvino Morán Viñayo – Diretor Administrativo da Obra Social Dom Bosco e Coordenador da Rede Salesiana de Ação Social
Governador do Estado de São Paulo: José Serra
Prefeito da Cidade de São Paulo: Gilberto Kassab
Secretária Estadual de Ciência e Tecnologia
Secretário Estadual do Emprego e Relações do Trabalho
Secretário Estadual e Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social
Secretário Estadual e Municipal de Educação
Secretário Municipal do Trabalho
Presidente da FIESP – Sr. Paulo Skaff
Presidente da Associação do Comércio do Estado – Sr. Alencar Burti
Diretor Regional do SENAI – Sr. Luiz Carlos de Souza Vieira
Diretor Regional do SENAC – Sr. Luiz Francisco de Assis Salgado
Diretor Regional do SESC – Sr. Danilo Miranda
Diretor Regional do SEBRAE – Sr. José Luiz Ricca
Reitores de Universidades presentes
Diretores das Obras Sociais da Rede Salesiana de Ação Social
Presidentes das Regionais de Indústrias e Comércio da Zona Leste
Dirigentes de Sindicatos e Associações Empresariais
Diretores do SESI
Diretores do SENAC
Diretores do SEBRAE
Diretores do SESC
Supervisores e Dirigentes das Escolas Públicas e Privadas da região
Empresários e Parceiros diversos